Mini currículo
Economista, atuário e mestre em Economia Social e Sustentabilidade. Possuo mais de 15 anos de experiência profissional, com passagem por consultoria em estratégia e gestão. Fui Diretor Administrativo-Financeiro da CAC em 2018. Nos últimos quatro anos, exerci funções de chefia em Planejamento, Compliance e Gestão de Riscos.
Proposta de trabalho
GOVERNANÇA QUE PROTEGE A CEDAE
A CEDAE passou por profundas transformações nos últimos anos. A mudança de seu modelo de negócios e episódios recentes envolvendo decisões de elevada relevância patrimonial demonstram que não basta possuir estruturas formais de governança: é necessário assegurar que sejam independentes, efetivas e capazes de atuar antes que os riscos se materializem.
Minha candidatura a representante dos empregados no Conselho de Administração tem como propósito contribuir para o fortalecimento da governança, das unidades de controle e da responsabilização dos administradores, preservando o patrimônio, a sustentabilidade e o futuro da CEDAE.
1. Independência das unidades de controle: defenderei a autonomia e independência das funções de Auditoria, Riscos, Compliance e demais unidades de controle, protegendo sua atuação técnica contra interferências indevidas. Independência deve ser acompanhada de prestação de contas e responsabilização por eventuais omissões;
2. Voz técnica dos empregados na governança: levarei ao Conselho a experiência e o conhecimento institucional dos empregados, contribuindo para que alertas técnicos e riscos identificados internamente alcancem tempestivamente a principal instância de governança da CEDAE. Decisões de elevada materialidade devem ser precedidas da avaliação das áreas técnicas competentes;
3. Valorização dos empregados e missão pública da CEDAE: atuarei pela preservação do conhecimento técnico e da memória institucional da Companhia e pela independência profissional dos empregados. Defenderei o papel da CEDAE como empresa pública de saneamento e sua contribuição para a universalização do acesso à água e ao saneamento, especialmente no interior;
4. Metas e prestação de contas dos administradores: defenderei metas objetivas para os Diretores, vinculadas à estratégia, sustentabilidade econômico-financeira, riscos, integridade e resultados, acompanhadas da avaliação de desempenho e da prestação de contas dos atos de gestão;
5. Denúncias e fiscalização da Alta Administração: defenderei mecanismos que assegurem o reporte independente ao Conselho de denúncias envolvendo membros da Diretoria, com acompanhamento das apurações e providências adotadas, preservados o sigilo, a proteção ao denunciante e a independência das instâncias responsáveis.
A governança baseada em riscos não deve apenas registrar problemas ou justificar decisões já tomadas. Seu valor está em identificar sinais de deterioração, questionar premissas e antecipar vulnerabilidades antes que se transformem em perdas. Não podemos eliminar todas as incertezas. Podemos, porém, reconhecê-las enquanto ainda há tempo para agir. O controle que chega depois do prejuízo é correção. Governança é fazer o risco chegar à mesa antes da decisão.
Governança na qual quem decide presta contas, quem controla possui independência e quem conhece a Companhia tem voz.