Foto: Luis Alvarenga
O programa Replantando Vida foi um dos grandes destaques do segundo dia do Seminário Nacional Universalizar, promovido pela Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento), nesta quarta-feira (3/12), em Brasília. O evento conta com a presença da Cedae e mais 24 empresas associadas à Aesbe, além de pesquisadores e especialistas debatendo o cenário atual do saneamento no Brasil, especialmente após a COP-30.
Em um painel sobre justiça ambiental, que reuniu casos inspiradores de impacto social, Verônica Cristina, coordenadora de programas sociais da Cedae, apresentou os cases de sucesso do Replantando Vida, do Cedae por Elas e do Aprendi na Cedae.
Verônica explicou, para uma plateia bem atenta, que o Replantando Vida é uma iniciativa socioambiental da Cedae, em parceria com Seap, Fundação Santa Cabrini e Vara de Execuções Penais. O programa alia sustentabilidade e responsabilidade social, promovendo a ressocialização de apenados e o reflorestando áreas degradadas de matas ciliares.
- A Cedae é a maior empregadora de mão de obra apenada do país. São mais de 550 pessoas trabalhando atualmente na Companhia, aprendendo uma profissão e reduzindo sua pena com trabalho. Em 24 anos, já empregamos mais de 6 mil pessoas em privação de liberdade, plantamos 4,5 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica e restauramos 2 mil hectares de áreas prioritárias para a proteção dos nossos recursos hídricos -, explica Verônica.
O debate
Sob a moderação de Cleverson Brancalhão, vice-presidente regional Norte da Aesbe e presidente da Caerd (Rondônia), o debate reuniu ainda Elizangela Rodrigues, diretora de engenharia e gestão ambiental da Caer (Roraima) e Helder Cortez, assessor da presidência da Cagece (Ceará).
Os palestrantes reforçaram o papel essencial das empresas de saneamento e da sociedade civil na promoção do acesso a serviços básicos, priorizando as populações mais vulneráveis. O painel trouxe também diferentes perspectivas e cases de sucesso, comprovando que a universalização passa, necessariamente, por ações de inclusão e responsabilidade social, mas com práticas que possam ser replicadas e tragam resultados concretos.
Cedae por Elas
Antes de apresentar o case do Cedae por Elas no painel da Aesbe, Verônica também levou o tema ao 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão 2025), que terminou nesta quarta-feira (3/12), em Brasília, como um dos maiores e mais importantes fóruns científicos do setor, reunindo mais de 10 mil inscritos.
Numa das oficinas sobre iniciativas de promoção de gênero na saúde das mulheres, o Cedae por Elas foi destaque. O programa foi criado, em 2023, para promover a igualdade de gênero, oferecer acolhimento e dar suporte às colaboradoras. A iniciativa reúne uma série de ações voltadas para a saúde, progressão de carreira, combate ao assédio e atendimento psicossocial, além de dar apoio às funcionárias gestantes e puérperas. O programa mantém quatro salas de atendimento em diferentes unidades da Cedae, que incluem lactários para armazenamento de leite materno, utilizado por funcionárias e também para doação para UTIs neonatais.
- O Cedae por Elas é a materialização do nosso compromisso com o bem-estar e a igualdade das nossas colaboradoras. Ao cuidar da saúde e da progressão profissional, estamos investindo no futuro da Companhia e reconhecendo o papel fundamental que as mulheres desempenham em nosso sucesso -, explica Verônica, coordenadora do programa.