
Foto: Luis Alvarenga
Representantes de seis companhias de saneamento e gestão de recursos hídricos do país conheceram, nesta quarta-feira (28/4), o Centro de Monitoramento Ambiental (CMA) da Cedae, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O prédio passa por obras de renovação desde outubro de 2025, mas desde o início de abril já concentra todas as informações geradas pelos modernos sistemas de monitoramento instalados em 2025 pela Companhia nas bacias dos rios Guandu (que fornece água bruta para o sistema de mesmo nome), Guapiaçu e Macacu (que formam o Canal de Imunana, onde é feita a captação de água para o sistema Imunana-Laranjal).
O CMA funciona 24 horas por dia, com operadores monitorando tela que disponibiliza imagens de 36 câmeras distribuídas em 14 pontos de monitoramento, mapa climático e informações atualizadas de cerca de 10 parâmetros físico-químicos, detectados por câmeras espectrais, semelhantes às usadas pela Nasa. Segundo o diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, José Ricardo de Brito, o projeto de monitoramento é parte da reconfiguração das atividades da Cedae após a concessão.
- A empresa agora é responsável somente pela produção de água na Região Metropolitana, o que nos permitiu concentrar investimentos em políticas e tecnologias para garantir cada vez mais qualidade e eficiência a este serviço – afirmou.
O gerente-geral de Controle de Qualidade e Tratamento da Companhia, Robson Campos, explicou que o CMA deve, além de dar estabilidade ao abastecimento de água, atender também outros órgãos do estado.
- O que a gente quer é alcançar a perenidade do abastecimento, sem reduções ou interrupções, antecipando as informações sobre alteração na qualidade da água bem antes dos pontos de captação. Nosso objetivo é integrar as informações geradas no CMA com outros órgãos do estado, como Defesa Civil, Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e Seas (Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade), entre outros – explicou.
O CMA também vai executar, nos próximos 12 a 18 meses, simulados de crises ambientais para testar os planos de contingência dos dois sistemas monitorados.
Foto: Luis Alvarenga
Intercâmbio
O sistema deixou boa impressão nos representes das seis concessionárias – Cogerh (Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará), Cagece (Companhia de Água e Esgotos do Ceará), Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento), Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) e Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal). Joana Rolemberg, diretora de operações da Embasa, considerou a visita “enriquecedora”.
- A gente tem um CCO, mas não no nível tecnológico que foi proposto aqui. Vimos algumas soluções para situações que a gente também vive, como conflitos de uso das bacias, vazamentos e ter de controlar contribuições indevidas nos mananciais, em conjunto com os órgãos ambientais – destacou.
O diretor de Negócios do Interior da Cagece, Carlos Salmito, ressaltou a importância da experiência pioneira do estado do Rio, o primeiro a realizar a concessão do saneamento.
- Para nós foi muito importante conhecer a nova Cedae, depois de tantas transformações. Não só a operação da Companhia, mas também se informar sobre o que todas as companhias de saneamento estão fazendo para atender as exigências do Novo Marco do Saneamento.