Os principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana do Rio passam a contar com acompanhamento integrado 24 horas por dia. A Cedae inaugurou, nesta terça-feira (9/6), o Centro de Monitoramento Ambiental (CMA), em Botafogo. A cerimônia reuniu colaboradores, diretores da Companhia, representantes de órgãos ambientais, concessionárias e outros atores estratégicos do setor.
A nova unidade centraliza as informações geradas pelos dispositivos instalados nas bacias hidrográficas dos dois maiores sistemas produtores da Cedae: o Rio Guandu, manancial do sistema de mesmo nome, e os rios Guapiaçu e Macacu, que formam o Canal de Imunana, ponto de captação do Sistema Imunana-Laranjal.
- Esse Centro de Monitoramento representa o compromisso que nós, da Cedae, temos com a população do nosso estado. Quem conhece a água que captamos e a qualidade da água que entregamos ao cidadão fluminense sabe a importância do papel da Companhia - destacou o presidente da Cedae, Rafael Rolim.
Tecnologia a serviço dos mananciais
As equipes do CMA acompanham, por meio de painéis eletrônicos, as imagens captadas por 36 câmeras instaladas em 14 pontos das bacias monitoradas.
O equipamento também disponibiliza um mapa climático e dados atualizados de cerca de dez parâmetros físico-químicos, obtidos por sensores flutuantes, drones e câmeras espectrais semelhantes às utilizadas por satélites da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos).
As informações geradas e os eventuais riscos identificados são compartilhados em tempo real com os centros de controle operacional dos sistemas Guandu e Imunana-Laranjal.
- O sistema de monitoramento nos dá uma cautela maior para acompanhar a quantidade de matéria orgânica presente na água, as condições climáticas e ambientais e até eventuais despejos de produtos químicos nos mananciais. Isso traz mais segurança, inteligência e racionalidade para realizar o tratamento da água - reforçou o diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, José Ricardo de Brito.
O CMA também vai garantir a integração entre diferentes órgãos públicos. Informações e imagens geradas pelo centro serão compartilhadas com a Defesa Civil, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Polícia Civil, contribuindo para ações preventivas, respostas mais rápidas a ocorrências e maior proteção dos recursos hídricos do estado.
Ao fim da cerimônia, os diretores da Companhia plantaram três mudas de espécies nativas da Mata Atlântica - dois ipês e um jacarandá - em frente ao novo centro, em uma ação voltada ao fortalecimento da arborização urbana. As mudas foram cultivadas nos viveiros do Replantando Vida, programa socioambiental da Cedae.