A Cedae marcou presença na quarta edição do SaneaRio, evento promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental do Rio de Janeiro (Abes-RJ), nesta quarta-feira (29/10), no Teatro Adolpho Block, na Glória. Com o tema “Saneamento e Segurança Hídrica: Desafios e Inovações em um Cenário de Mudanças Climáticas”, o encontro reuniu representantes de concessionárias, órgãos do Governo do Estado, agências reguladoras e atores estratégicos do setor.
A abertura foi feita pelo presidente da Abes-RJ, Renato Lima do Espírito Santo; pelo subsecretário da Casa Civil, Cássio Castro; pelo diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, José Ricardo Brito; pela coordenadora-geral da Abes Nacional, Carla Pestana; pelo secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos; e pelo diretor institucional da Águas do Rio, Sinval Andrade.
O primeiro painel, “Governança e Segurança Hídrica”, contou com a participação de representantes da Cedae, Iguá, Rio+Saneamento, Zona Oeste Mais e Águas do Rio.
No debate, José Ricardo Brito apresentou as principais iniciativas da Companhia voltadas à eficiência operacional e ao fortalecimento da segurança hídrica, como a modernização das estruturas da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu e a tecnologia aplicada no controle de qualidade da água, realizada pelo Libra, laboratório de pesquisa e análise da água.
Brito também destacou o avanço da construção do Sistema Novo Guandu, considerada a maior obra de saneamento em andamento no Estado.
-Esse projeto vai garantir uma produção mais eficiente, com menor impacto para a população, especialmente durante as manutenções anuais programadas, quando o sistema precisa ser preparado para o verão, período de maior demanda - afirmou.
Projetos da Cedae são destaque
A programação do evento incluiu uma rodada de pitchs, na qual representantes da Cedae apresentaram iniciativas inovadoras nas áreas ambiental, tecnológica e social da Companhia.
A coordenadora do Libra Guandu, Renata Kelly, falou sobre o moderno centro de controle de qualidade, que realiza análises em tempo real e utiliza equipamentos de alta tecnologia para garantir a qualidade da água.
O CEO da startup VM9, Marcos Marconi, apresentou o IAguas, ferramenta desenvolvida em parceria com a Cedae que usa inteligência artificial para o monitoramento preditivo dos mananciais.
A coordenadora do Cedae Por Elas, Verônica Oliveira, destacou as iniciativas do programa voltadas à igualdade de gênero no saneamento, com foco no incentivo à amamentação e no apoio psicossocial às colaboradoras.
Já o engenheiro florestal Elton Abel apresentou o programa Replantando Vida, que une ações de recuperação ambiental com a reinserção social de apenados, promovendo sustentabilidade e transformação social.
Durante o painel Pré-COP 30, que discutiu o futuro do clima e do saneamento, o especialista em Recursos Hídricos Hallison Marques, analista de dados da Cedae, apresentou dados sobre perdas na distribuição de água e destacou seu combate como ferramenta para a garantia da segurança hídrica. Já o gerente de Responsabilidade Socioambiental da Companhia, Paulo Henrique Reis, falou sobre os impactos das mudanças climáticas no saneamento, lembrando seu papel na presença de tolueno no Sistema Imunana-Laranjal, em 2024, quando chuvas incomuns ajudaram no ‘espalhamento’ da substância, e também nas enchentes ocorridas no Acre e no Rio Grande do Sul, em 2024.
O último painel abordou o tema ‘Financiamento, inovação e sustentabilidade”. O superintendente de Sustentabilidade da Cedae, Philipe Campello, destacou a importância que a Cedae dá ao tema ESG, que deve se tornar uma diretoria na Companhia. Ele ressaltou as ações do programa Replantando Vida e as metas “ambiciosas” do Programa de Restauração Ambiental do Corredor Tinguá-Bocaina, de restaurar até 30 mil hectares de Mata Atlântica até 2050, “área equivalente a um quarto da cidade do Rio”.
No fim, o diretor José Ricardo Brito e Campello receberam da Abes-RJ placa comemorativa em homenagem ao aniversário de 50 anos da Cedae.