APRENDA COM A CEDAE

Como funcionam

Controle de Qualidade de Água

O processo utilizado para tratamento da água para consumo humano depende de diversos fatores, como, por exemplo, a procedência desta água: se é manancial de superfície (rios e lagos) ou se é de manancial subterrâneo (poços). Porém, o que tem maior significância para a definição do tipo de tratamento é a qualidade da água a ser tratada. Além disto é preciso conhecer as variações de qualidade desta água ao longo do tempo. Embora atualmente existam diversas técnicas de tratamento de água, a mais conhecida e usual é o tratamento convencional ou clássico, como é feito na Estação de Tratamento de Água do Guandu - ETA-Guandu, que consta basicamente das etapas descritas no esquema abaixo.

Entenda como funcionam as ETAs.

A água que chega na ETA barrenta e turva, sai em suas torneiras pura e cristalina. Na ETA Guandu, técnicos experientes e tecnologia de ponta garantem saúde e qualidade de vida a milhões de usuários. Em sistema de plantão 24h/dia, todas as operações são controladas por equipamentos de alta tecnologia no Centro de Controle Operacional (CCO). Nossos laboratórios realizam milhares de coletas e monitoram a qualidade da água já pronta para consumo, em tempo real, continuamente.

Fossas Sépticas

Onde houver sistema unitário de coleta de esgoto sanitário, é necessário que o tratamento primário ocorra através de fossas sépticas, que são dispositivos de fluxo contínuo à venda em lojas de material de construção. Antes de ser utilizada, a fossa deve estar cheia de água limpa. As fossas precisam ser limpas no mínimo uma vez por ano, para retirada de lodo. Nessas ocasiões, deixa-se um volume com cerca de 25 litros de água, para que o tratamento do material seguinte ali recolhido não seja interrompido.

Na superfície da fossa é formada uma camada composta por um líquido chamado escuma, que também deve ser retirado durante a limpeza. A fossa deve ser instalada na frente do terreno, na parte interna próxima a rua, para facilitar a limpeza e a retirada do lodo, que deve ser encaminhado por empresa especializada a uma estação de tratamento de esgotos da CEDAE.

Fossas com volumes inferiores a 1.250 litros não tratam os esgotos sanitários e não devem, portanto, ser utilizadas.

Volume das fossas

Fossas para 5 pessoas equivalem a 1.250 litros.

Fossas para 500 pessoas equivalem a 75 mil litros.

Caixa de Gordura

A caixa de gordura serve para reter as gorduras das pias das cozinhas. Ao se resfriar, a gordura torna-se sólida e forma blocos, que entopem a rede de esgotos sanitários. Para que isso não aconteça, limpe a caixa de gordura pelo menos uma vez por semana. O que for retirado durante a limpeza deverá ser ensacado e jogado no lixo e nunca nas instalações de esgotos sanitários, nem na caixa de águas pluviais. Grande parte dos vazamentos que vemos nas ruas em frente a padarias, restaurantes e bares, por exemplo, provém da má utilização das caixas de gordura.

Hidrômetro

O hidrômetro é um aparelho de precisão utilizado em todo o mundo para medir o consumo de água. A CEDAE usa hidrômetros de nível internacional, cujo rigor das marcações é garantido pela verificação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) e de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O aparelho é dotado de uma turbina que se move com a passagem da água. Ao girar, a turbina coloca em movimento um sistema de relojoaria que faz o mostrador indicar com precisão o volume de água que passa pela tubulação. Se o fluxo de água é pequeno, o ponteiro roda lentamente, indicando um consumo menor. Se o fluxo é grande, faz o ponteiro girar mais depressa, sinal de consumo elevado.

Se você mantiver o seu hidrômetro bem protegido, de acordo com as orientações da CEDAE na ocasião de instalá-lo, terá um aparelho funcionando regularmente por cerca de cinco anos. Como regra geral, um hidrômetro desgastado provoca a queda (e não a elevação) do consumo medido, o que é identificado pela análise crítica computadorizada que a CEDAE faz de cada conta.

Já a elevação anormal do consumo registrado pelo hidrômetro - que a CEDAE também identifica e comunica ao cliente - significa que está havendo aumento de consumo, desperdício ou vazamentos nas instalações internas do imóvel, o que corresponde a mais de 90% dos casos registrados.

Saiba mais sobre o seu hidrômetro

Furto de hidrômetro+

Em caso de furto do hidrômetro, a queixa deve ser imediatamente registrada na Delegacia Policial, com a retirada de cópia do Registro de Ocorrência. Leve este documento à agência de atendimento da CEDAE e solicite a instalação de um novo aparelho. A CEDAE instalará o novo hidrômetro, que será cobrado em conta futura. O furto do hidrômetro sujeita o cliente à aplicação de multa. Por isso, é importante levar à CEDAE o Registro de Ocorrência Policial, uma vez que o DEC.553/76 estabelece que o hidrômetro é de propriedade da CEDAE, mas a sua guarda é de responsabilidade do cliente.

O que fazer quando a conta dispara?+

Em primeiro lugar, não culpe o hidrômetro. Nem entre logo em contato com a CEDAE para substituí-lo. Verifique suas instalações internas, procure possíveis vazamentos, e se não houve aumento de consumo provocado pelo calor intenso, lavagens de carro, visitas ou mesmo desperdícios. Não é demais repetir: o hidrômetro não dispara sem a passagem da água e a tendência é, com o tempo, marcar para menos, devido ao desgaste de sua engrenagem interna. Por isso a CEDAE faz manutenção periódica de seu parque de medidores.

Ligação de Água e Esgoto

Ligação ou ramal predial é a canalização entre o distribuidor público e o hidrômetro, limitador de consumo (LC) ou pena d’água. Esta conexão na parte externa do imóvel vai até o hidrômetro (caso não haja o medidor, até a pena d’água ou LC) e é de responsabilidade da CEDAE.

A canalização que vai do hidrômetro/pena/LC até a cisterna ou caixa d’água é o alimentador predial, de propriedade e responsabilidade do usuário. Num prédio de apartamentos, a ligação é que abastece a cisterna, de onde a água é bombeada para a caixa elevada, no alto do edifício.

Dali a água desce por gravidade, para atender aos apartamentos (economias). Nas construções horizontais, cada casa representa uma economia, com uma só ligação. Já os condomínios de casas costumam repetir o exemplo dos edifícios: têm uma ligação (que enche a cisterna) e tantas economias quantas forem as casas do conjunto abastecidas a partir dessa cisterna. Lembre-se: imóveis funcionais (casa de empregado, porteiro, zelador) são considerados mais uma economia da ligação do condomínio, assim como as dependências da zeladoria.

Sumidouros

Quando a rua não possui canalização de águas pluviais, os efluentes da fossa devem ser encaminhados a um ponto chamado sumidouro, que é uma escavação destinada a fazer com que a água recebida seja absorvida pelo solo. Essa água jamais deve ser lançada ao ar livre ou em sarjetas, tendo em vista o alto grau de contaminação, capaz de propagar muitos tipos de doenças. Galerias de Águas Pluviais são canalizações que recebem as águas das chuvas provenientes das ruas, calçadas, pátios, telhados etc e são de responsabilidade das prefeituras.

Eliminadores de Ar

Instalar eliminadores de ar é crime contra o patrimônio público. Os eliminadores de ar são aparelhos que, segundo os fabricantes, quando instalados junto aos hidrômetros eliminam o ar presente nas tubulações, o que supostamente interfere no valor final das contas d’água. Isto não é um fato comprovado.

É importante que você saiba:

  • O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) apenas testou alguns aparelhos a pedido dos fabricantes, mas NÃO APROVOU OU AUTORIZOU A UTILIZAÇÃO DE NENHUM DELES;

  • A utilização desses equipamentos sem a autorização do INMETRO e das concessionárias de serviços públicos de abastecimento de água pode ser considerada CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO PÚBLICO, conforme a PORTARIA 246, de 07 de fevereiro de 1994, editada pelo INMETRO, o ARTIGO 163, DO CÓDIGO PENAL e o DECRETO 553/76, que regulamenta a prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário a cargo da Nova CEDAE e concede a esta empresa a exclusividade na manipulação das tubulações que antecedem os hidrômetros.

 
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