A CEDAE

História

1500 a 1700

1565

Lagoa de água ruim

Na cidade implantada por Estácio de Sá, entre a Urca e o Pão de Açúcar, havia apenas o que, na época, era chamada de “lagoa de água ruim”.

1607

Morro de Santo Antonio até a Lagoa de Santo Antonio

Os padres franciscanos ao virem para o Brasil, conseguiram do Conselho da Câmara que lhes fossem doados terrenos do Morro de Santo Antonio até a beira da Lagoa de Santo Antonio, aí se estabelecendo. Como o local era ermo, o Conselho da Câmara aforou-o a Antonio Felipe Fernandes pelo prazo de 35 anos, para estabelecimento de um curtume, cujos couros seriam lavados nas abundantes águas do local.

1617

Obras de ampliação dos sistemas de águas.

Já moravam na cidade 4.000 pessoas e Vaz Pinto criou uma taxa para quem bebesse vinho, que custearia as obras de ampliação dos sistemas de águas.

1701 a 1900

1723

Aqueduto do Carioca,

Foi construído o Aqueduto do Carioca, que captava água no Alto de Santa Tereza, passando pelo atual caminhamento da rua Almirante Alexandrino e chegando ao local hoje conhecido como Arcos da Lapa, onde havia um chafariz em que os escravos recolhiam a água e levavam para a casa de seus senhores..

1833

Companhia com capitais brasileiros e ingleses

Uma companhia com capitais brasileiros e ingleses se candidatou a fazer chegar água encanada às residências, mas não foi bem sucedida.

1840

A boa água do vintém

1840 - Sebastião da Costa Aguiar aperfeiçoou o primitivo comércio, criando uma frota de carroças com duas rodas puxadas por um burrico. As carroças levavam aos consumidores “a boa água do vintém”, proveniente da chácara daquele nome, situada no final da rua Aguiar, no Largo da Segunda Feira.

1841

Lagoa de Santo Antônio

Para melhorar o esgotamento, a Câmara realizou o alargamento da vala que sangrava a Lagoa de Santo Antônio devido as reclamações insistentes dos padres relacionadas ao mau cheiro do curtume que espalhou-se pelas redondezas. Esta pode ser considerada uma das primeiras obras de saneamento da cidade.

1850

Junta Central de Higiene Pública

Criada pelo Governo Imperial a Junta Central de Higiene Pública, presidida pelo Barão do Lavradio, Dr. José Pereira do Rego, destinada a melhorar as condições de drenagem das ruas e das habitações da cidade do Rio de Janeiro;

1876

Construção da rede de abastecimento de água em domicílio

O Governo Imperial, com o engenheiro Antonio Gabrielli iniciou a construção da rede de abastecimento de água em domicílio e, assim, foi possível a “abolição do antigo barril carregado à cabeça e das incômodas e imundas bicas das esquinas”. Já se cogitava a medição da água fornecida.

Canalização de água para os prédios

iniciados os serviços de canalização de água para os prédios. Dois anos depois haviam 8000 prédios abastecidos;

1892

Captação de águas para Niterói

Do outro lado da Baía da Guanabara teve início a captação de águas para Niterói, oriundas da Serra de Friburgo, vindo diretamente para o Reservatório de Correção, em Niterói. Outro manancial de serra também utilizado para Niterói, nessa mesma época, foi o da Barragem de Paraíso, em Teresópolis.

1898

Instalação de hidrômetros

Foi iniciada a instalação de hidrômetros autorizada pela Lei 489, de 15 de dezembro de 1897 e o Decreto 2794, de 13 de janeiro de 1898, “dá a regulamentação para a arrecadação de taxas de consumo de água na Capital Federal”.

1901 a 1940

1940

Adutora de Ribeirão das Lajes

Construção da 1ª Adutora de Ribeirão das Lajes e da 2ª Adutora da “Usina de Fontes Velhas” da LIGHT, o que oferecia uma indispensável garantia de abastecimento perene.

1941 a 1960

1949

5100 litros por segundo a mais para o Rio de Janeiro

A partir deste ano, o sistema Ribeirão das Lajes e da 2ª Adutora da “Usina de Fontes Velhas proporcionou uma vazão de 5100 litros por segundo a mais para o Rio de Janeiro.

1951

Manancial do rio Guandu,

Iniciou-se um planejamento para suprir as necessidades de água até 1970 e o manancial escolhido foi o rio Guandu, com uma capacidade de 1,2 milhões de litros por dia.

1954

Sistema de captação do Canal de Imunana

- Entrou em carga o sistema de captação do Canal de Imunana com tratamento na ETA (estação de tratamento de água) do Laranjal para uma vazão de mais de 500 litros por segundo.

1957

SURSAN

Foi criada a superintendência de Urbanização e Saneamento (SURSAN).

1958

Reservatório dos Macacos.

Iniciaram-se as operações do Reservatório dos Macacos.

1961 a 1980

1961

Departamento de Águas foi incorporado a SURSAN

Ocorreu um caos no abastecimento da cidade a partir de uma ocorrência na Elevatória da Antiga Adutora do Guandu. Neste mesmo ano, o Departamento de Águas foi incorporado a SURSAN.

1966

Companhia Estadual de Águas da Guanabara (CEDAG)

Criou-se a CEDAG. que remodelou seus reservatórios, substituiu tubulações, montou seu cadastro próprio de consumidores, equipou-se com computadores da mais alta tecnologia para aquele momento e iniciou a implantação da telemetria em seu controle do sistema adutor.

Segunda adutora do Guandu

Inaugurou-se a segunda adutora do Guandu, a Adutora Veiga Britto, para atingir o objetivo de abastecer 7,5 milhões de pessoas no ano de 2000.

Elevatória do Lameirão

Entrada em operação da Elevatória do Lameirão, considerada a maior estação subterrânea do mundo, para atingir o objetivo de abastecer 7,5 milhões de pessoas no ano de 2000.

1975

Fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara

Fusão dos Estados e das três empresas, que faziam saneamento na área do novo Estado do Rio de Janeiro.

1981 a 2000

1982

Projeto piloto de saneamento

Projeto piloto de saneamento da Baixada Fluminense, Zona Oeste do Rio de Janeiro e São Gonçalo.

1985

Plano Diretor de Abastecimento de Água

Ficou pronto o Plano Diretor de Abastecimento de Água da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, com alcance até o ano de 2010.

1997

CEDAE – empresa notável

O Jornal do Comércio publicou um caderno denominado “CEDAE – EMPRESA NOTÁVEL” documentando as performances da CEDAE, enaltecendo o seu corpo técnico, premiando, em Sessão Solene do Salão Elysée do Hotel Meridien, a CEDAE como NOTÁVEL do ano de 1997.

Como ficou o Rio de Janeiro após a fusão:

  • Duque de Caxias

    Recebeu uma nova rede de águas e elevou a quantidade de água ofertada de 100 para 350 litros por segundo;

  • Nilópolis

    Passou a ser abastecido pelo Sistema de Lajes, liberando água para o município de São João de Meriti que antes o abastecia;

  • Niterói e São Gonçalo

    Ganharam aumento de oferta pelo sistema Imunana e organização da malha distribuidora;

  • Miguel Pereira

    Teve construída sua Estação de Tratamento;

  • Municípios do Interior

    Bom Jesus do Itabapoana, Itaperuna, Miracema, Santo Antonio de Pádua, Duas Barras, Campos dos Goytacazes, São Fidélis, Macaé, Piraí e Teresópolis tiveram suas redes de abastecimento modernizadas;

  • Região dos Lagos

    O trabalho começou do zero. A água da região era adquirida da Álcalis, que vendia um volume de água para a SANERJ, que por sua vez tentava distribuir para Cabo Frio e Araruama. Com a criação da CEDAE, foram construídas a Estação de Tratamento da Lagoa de Juturnaíba, as adutoras, troncos e redes de distribuição com novas ligações.

História do Abastecimento

 
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